Gente,
estou com um blog novo.
Não sei se é o fim da Medusa, mas ela tá tirando ums férias para falar de Cinema, TV, literatura e etcetaras no http://www.arrozcomcatchup.blogspot.com/
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segunda-feira, 26 de outubro de 2009
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Estou triste outra vez. Na verdade, não sei o nome certo a dar a isso, mas sei que é incontrolável. Sei que me perco. E me dissolvo. E achei que fossem as novidades. Sempre as coisas novas. Mas não. Tinha um ano – ou quase, ou mais – que eu não ficava triste. Ou sei lá o nome desse descontentamento. Sei que é ruína. E quero chorar sozinha, sabendo que preciso de um médico. Para dar nomes e não abraços e penas. Quero nomear essa desilusão, esse despedaço. As roupas me sufocam, o cabelo cai no rosto, a cama me é dura ou mole demais. Esse descaminho é o pior. É meu castigo. Quero chorar e quero um médico. Quero um nome.
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Para não deixar na gaveta (inspirada na alice)
fotos da namorada aprendendo a tomar vinho seco
fotos do namorado querendo embebedar a namorada
fotos de um casal bebendo vinho
obs: não se preocupem. isso não é poesia
só para não sumir.
ando sumida. é que estagio agora na minha área e estudo pra passar na UnB e tento ler e escrever e fazer a revista sair e tento fazer entrevistas e tento respirar e lembrar que a felicidade não é um destino, mas o caminho
e, como li em um blog, publico isso só pra não deixar na gaveta.
mas tenho novas...estou lendo a Obscena senhora D de Hilda
quero entrevistar os que conheceram Hilda...alguém tem contato com o espírito dos mortos?
é redundante falar espírito dos mortos?
pra esclarecer
o programa da Medusa na rádio continua
a Revista Objeto 2 vai sair
e eu vou publicar meu livro um dia
nova dúvida: publicar meus poemas
Por fim, queria ter menos perguntas pra mim
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Com amor, para Patrícia 24
Hoje, faço 23 anos.
Passei meu aniversário dormindo e vendo televisão. Não, esse não é o meu dia perfeito. Mas é assim que eu costumo passar meus aniversários: choramingando.
Talvez, porque eu queira tanto que seja um dia perfeito que eu não consigo me decidir e acabo não fazendo nada. E quem me conhece sabe que eu opero a um milhão por hora.
E, depois de muito nada, eu entrei no orkut para pegar um recado e tinham aqueles clássicos ‘parabéns’ espalhados. Eu sei que, muitas vezes, as pessoas só fazem isso por automatismo; mas, mesmo assim, eu gostei. Para mim, foi um espanto ver que existia tanta gente. Foi uma surpresa ver que tinha um mundo lá fora que lembrava de mim.
Sei que isso é estranho, mas eu sou estranha. É meu charme.
Mas acho que no meu aniversário, sempre lembro de como sou sozinha e de como todos nós somos. Nascemos sós e vamos embora sós. Eu sei que dramatizo, mas é que, nesse dia, essa realidade fica bem mais clara pra mim. Como hoje. Eu recebi ligações e recados maravilhosos, meu namorado me ligou do Nepal, cercado por milhares de crianças gritando namasté, minhas amigas me chamaram para almoçar, mas...eu passei o dia sozinha em casa. Acho que, às vezes, eu atraio a solidão pra mim, quando as pessoas me machucam e eu simplesmente desisto de me importar, quando perguntam se eu estou bem e eu digo que ‘sim’, mesmo não estando, quando todo mundo demonstra o quanto eu sou especial, mas eu não me sinto o suficiente.
E é por isso que eu vou deixar uma carta para o meu próximo aniversário. Para me lembrar de que, no resto do ano, tudo isso é mentira. E são os outros 364 dias que contam.
Olá Patrícia, é seu aniversário de 24 anos e você provavelmente já conquistou muito mais do que eu, sua versão de 23 anos. E parabéns por isso. Com certeza, você fez tudo da forma certa e não teve que passar por cima de ninguém para chegar a lugar algum. E isso é algo para nos orgulharmos.
Provavelmente, você tem vários amigos, mas supõe que todos eles estão ocupados demais para sair com você. Mas eles não estão. Ligue para todos. Comemore!
Talvez, você tenha um namorado e, se ele estiver por perto, vai querer te ver. Não porque é obrigação dele, mas porque ele gosta de te ver sorrindo. É algo natural entre os seres humanos, não se preocupe.
E, se qualquer coisa te lembrar daqueles que não foram fiéis com o seu amor, lembre-se de que eles perderam a melhor parte, você, Patrícia 24. porque eu tenho certeza de que você será ainda melhor do que é hoje.
Eu acredito em você e vou trabalhar duro esse ano para me tornar no que você é.
Feliz aniversário! Compre um bolo e sopre sua velinha!
Goethe: "No momento em que nos comprometemos, a providência divina também se põe em movimento. Todo um fluir de acontecimentos surge ao nosso favor. Como resultado da atitude, seguem todas as formas imprevistas de coincidências, encontros e ajuda, que nenhum ser humano jamais poderia ter sonhado encontrar. Qualquer coisa que você possa fazer ou sonhar, você pode começar. A coragem contém em si mesma, o poder, o gênio e a magia.”
Talvez, porque eu queira tanto que seja um dia perfeito que eu não consigo me decidir e acabo não fazendo nada. E quem me conhece sabe que eu opero a um milhão por hora.
E, depois de muito nada, eu entrei no orkut para pegar um recado e tinham aqueles clássicos ‘parabéns’ espalhados. Eu sei que, muitas vezes, as pessoas só fazem isso por automatismo; mas, mesmo assim, eu gostei. Para mim, foi um espanto ver que existia tanta gente. Foi uma surpresa ver que tinha um mundo lá fora que lembrava de mim.
Sei que isso é estranho, mas eu sou estranha. É meu charme.
Mas acho que no meu aniversário, sempre lembro de como sou sozinha e de como todos nós somos. Nascemos sós e vamos embora sós. Eu sei que dramatizo, mas é que, nesse dia, essa realidade fica bem mais clara pra mim. Como hoje. Eu recebi ligações e recados maravilhosos, meu namorado me ligou do Nepal, cercado por milhares de crianças gritando namasté, minhas amigas me chamaram para almoçar, mas...eu passei o dia sozinha em casa. Acho que, às vezes, eu atraio a solidão pra mim, quando as pessoas me machucam e eu simplesmente desisto de me importar, quando perguntam se eu estou bem e eu digo que ‘sim’, mesmo não estando, quando todo mundo demonstra o quanto eu sou especial, mas eu não me sinto o suficiente.
E é por isso que eu vou deixar uma carta para o meu próximo aniversário. Para me lembrar de que, no resto do ano, tudo isso é mentira. E são os outros 364 dias que contam.
Olá Patrícia, é seu aniversário de 24 anos e você provavelmente já conquistou muito mais do que eu, sua versão de 23 anos. E parabéns por isso. Com certeza, você fez tudo da forma certa e não teve que passar por cima de ninguém para chegar a lugar algum. E isso é algo para nos orgulharmos.
Provavelmente, você tem vários amigos, mas supõe que todos eles estão ocupados demais para sair com você. Mas eles não estão. Ligue para todos. Comemore!
Talvez, você tenha um namorado e, se ele estiver por perto, vai querer te ver. Não porque é obrigação dele, mas porque ele gosta de te ver sorrindo. É algo natural entre os seres humanos, não se preocupe.
E, se qualquer coisa te lembrar daqueles que não foram fiéis com o seu amor, lembre-se de que eles perderam a melhor parte, você, Patrícia 24. porque eu tenho certeza de que você será ainda melhor do que é hoje.
Eu acredito em você e vou trabalhar duro esse ano para me tornar no que você é.
Feliz aniversário! Compre um bolo e sopre sua velinha!
Goethe: "No momento em que nos comprometemos, a providência divina também se põe em movimento. Todo um fluir de acontecimentos surge ao nosso favor. Como resultado da atitude, seguem todas as formas imprevistas de coincidências, encontros e ajuda, que nenhum ser humano jamais poderia ter sonhado encontrar. Qualquer coisa que você possa fazer ou sonhar, você pode começar. A coragem contém em si mesma, o poder, o gênio e a magia.”
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Das coisas nojentas, gosto de roer as unhas e de espremer pêlos encravados.

Das coisas nojentas, gosto de roer as unhas e de espremer pêlos encravados. Das coisas nojentas, não gosto que espremam meus cravos e de quem rói a unha do pé.
Hoje tem muita coisa em jogo.
Ontem, eu só queria ficar só.
Amanhã, quero mais um email daqueles.
Alguém entendeu o que a Cat Power quis expressar nessa letra?
http://letras.terra.com.br/cat-power/125449/
Ela mistura até passagens bíblicas...
Um dia, há uns 6 meses atrás, estava em um engarrafamento Asa Sul - Guará, quando o Fabio ainda morava no Guará - e tive a idéia para uma personagem. Redescobri isso perdido no meu note:
Perfil da Personagem
Nome: ?
Caráter: não é boa nem má. Faz o que acredita sem levantar bandeiras, sem se preocupar com justiça, sem nenhuma moral além da sua, pois NÃO É INFLUENCIADA PELA OPINIÃO ALHEIA e NÃO SE PREOCUPA COM A OPINIÃO DOS OUTROS. Não se preocupa com nada. Não tem relógio, não tem nada certo. Não é foda, não pode tudo, mas não se importa. Ela vive. Faz as coisas, mesmo que não tenha talento para elas. Ter ou não talento não é uma limitação para a sua diversão.
Ela por ela mesma: Não sou bonita nem feia. Nem vencedora nem fracassada. Não me enquadro nesses conceitos.
Estilo de escrita: fala de músicas, tem opiniões sobre fatos reais e pode refletir sobre qualquer assunto.
Inspirações: Personagem de She talks to angels do Black Crows; amiga do João Gabriel
Profissões: vendedora de livretos pornográficos pela Internet (nada de mendiguismo poético em bares)
Episódios: *1- filme de ‘guerra’ da amiga do JB no cinema entre amigos;
2 - “será que quando eu te encontrar seremos como o Layne Staley e o pai e injetaremos heroína até a morte e a desilusão completa em nossas vidas?”;
3 - “eu não gosto de sonhar. Eu vivo. Se não estiver gostando do que vejo, eu mudo. Tenho medo das restrições que os sonhos dão às pessoas.”
4 – Pink do Aerosmith: “You can be my flamingo”
5 – mandar flor pintada de negro
6 – Faz a coisa mesmo sem talento. Tem banda em que canta super mal, mas se diverte. “Agora é um Fá, mas encaixo um Mi, porque não alcanço”
7 – caso do vendedor de pano de chão
8 – dizia que era BV para os meninos, só para eles se encherem da curiosidade dos primeiros.
Invisto?
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terça-feira, 12 de maio de 2009
trocas

Preciso de um calmante pra dormir, uma Dipirona agora e um troféu no final do mês.
Estou exausta e alucinando.
Hoje senti que estava à beira de uma rachadura no cérebro.
Preciso da minha saúde mental de volta.
Para poder pensar no branco, ficar no nada, esvaziar e reciclar.
Falando em reciclar, o Phil falou algo que eu achei muito lindo no último Programa da Medusa sobre covers. Ele disse que a Cat Power (seu nome verdadeiro é Charlyn Marie Marshall! eu queria ter inventado um nome artístico tão legal quanto Cat Power! ela tinha nome de filha de presidente dos Estados Unidos de filme...), em seu disco de covers, faz um cover de si mesma, se reciclando. Que lindo se reciclar assim. Achei...
{A direct hit of the senses you are disconnected}
Esse final de semana aconteceu algo muito louco. Consegui uma coisa que eu queria há muito tempo, mas ainda não fez sentido. Estava falando com mi madre sobre um estágio de jornalismo que vai rolar na ONU que paga muito bem, mas para o qual não sou qualificada porque não tenho inglês e espanhol fluentes. Aí, do nada, parece que ela finalmente entendeu o porquê de eu estar trabalhando feito uma condenada para conseguir pagar um curso no exterior. Yeah mum, I will work with what I want and recieve money to do it! Aí ela até me ofereceu um cursinho. Mas...sei lá...acho que tive de me virar tanto pra fazer esse sonho realidade, que me acostumei a não ganhar nada de ninguém. E, agora, parece errado aceitar essa ajuda. E tem também o detalhe de que acho que meus pais são pobres e que qualquer dinheiro que me dão é exploração filhal. Alguém concorda, entende ou joga pedra?
A verdade sobre o tempo livre
O tempo livre não é seu. É do seu empregador. Afinal, o tempo livre não é nada além da extensão do seu trabalho.
O tempo livre é definido como uma oposição ao período de trabalho, criando a ilusão de que ele também não se trata de uma obrigação.
Mas o é.
O tempo livre é apenas o período em que você é induzido a descansar e se divertir, afim de estar mais preparado para voltar a uma rotina de trabalho produtiva.
Qualquer programa de entretenimento apresenta um pretenso conteúdo que é apenas uma fachada. É somente a repetição automática de atividade reguladas. Disso sofre incuravelmente toda diversão.
(devaneios a partir de Adorno)
*Miss Van
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Hoje quero ser uma rata de galeria de arte.
Quero conhecer todas as de Nova York, quero ir nas galerias-apartamentos da Alemanha e quero ter quadros e ter amigos pintores, e quero pintar, e quero desenhar, e quero fotografar, e quero viver dessas imagens todos os dias pra sempre.
Mas será que eu tenho coragem de ser essa pessoa? Será que eu teria coragem ao menos de tentar?
Disseram que Guimarães Rosa fez um pacto com o Demônio para conseguir fazer Grande Sertão:Veredas. No livro mesmo, rola uma pacto {que, de acordo com o pessoal da conspiração, foi baseado no pacto real}. Grande Sertão é mesmo um livro genial. E é compreensível pra mim e pra um peão de obras. E você quer chorar no final. E eu baseei muito dos meus personagens no que eu chamo de sensação riobáltica. Que é você ser traído por nunca te revelarem uma verdade que sempre esteve tão perto, mas te foi negada. Mas o que importa nesse livro, mais do que tudo {e isso para mim, sempre} são essas frases: "O correr da vida embrulha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem."
Acho realmente que o melhor que a vida pode nos oferecer é sorte e o melhor que nós podemos ofertar a ela é coragem. Principalmente, coragem de ser que somos.
Alguém dos leitores acha fácil ser quem é a qualuqer custo?
Você é a pessoa mais egoísta que eu conheço e a quem eu mais invejo também.
Vou seguir meu fluxo de consciência.
Quero as galerias. Mais do que tudo, quero a arte mais perto.
Acho que hoje experimentei a arte mais próxima. Acho que por isso estou tão afobada. Acho que está chegando, mas ainda não posso descansar. E, desculpem, ainda tenho que manter o tom paulo coelho de mistério.
Odeio paulo coelho - para constar - e escrevo o nome dele em minúscula por causa disso.
Além disso tudo, talvez eu finalmente tenha conseguido os fundos necessários para a minha grande viagem a, talvez, o velho continente, ou à parte de cima do nosso!
Quando TUDO realmente acontecer, eu saberei um pouco mais sobre quem eu sou e do que eu sou capaz.
Coisa que eu desconhecia.
Quero mostrar pra vocês Autumn Sonnichsen, fotógrafa erótica/pornográfica.

Autumn é uma tarada, como a descrevem seus amigos e modelos. E tenho me interessado tanto por fotografia que essa sacanagemzinha não podia me passar desapercebida quando abri a TPM do mês de abril.
Ela é uma californiana que já morou em tantos países que é fluente em frânces, espanhol, alemão e fala quase que perfeitamente árabe e português.
Mas o que ela quer é terminar a faculdade de arte, ser professora e abandonar o mundo, que ela acha chato, das revistas. Adoro esse desdém com a fama e o reconhecimento que não consigo ter.
A Autumn interessa, talvez, o que as pessoas revelam de si mesmas quando ficam peladas. Quem sabe esse é o motivo de eu ter gostado do trabalho dela. É íntimo, é sem limites, é quase invasor.
Acho algumas fotos dela bem ruins. Com a luz feia ou muito óbvia. E essa é certamente outra coisa que me fez gostar dela: expor as suas fragilidades ao invés de ficar só no the best. E, com isso, fazer do ruim, algo bom, porque é sincero... quem sabe...

Acho que não posso mostrar a parte mais picante no blogger...
Google her!
É bom escrever. Muito bom. Eu devo aparecer por aqui mais vezes. Mesmo que não haja ninguém. Dessa vez, só por mim.
terça-feira, 5 de maio de 2009
Troca de Cuspes
so if you wanna burn yourself remember that I LOVE YOU
and if you wanna cut yourself remember that I LOVE YOU
and if you wanna kill yourself remember that I LOVE YOU
call me up before your dead, we can make some plans instead
send me an IM, i'll be your friend
Esse é um trecho da música Loose Lips da Kimya Dawson. Ela não é exatamente como eu pensava. Acho que eu esperava algo mais Cat Power. Mas estou viciada na música dela que é uma mistura de ingenuidade e melodias infantis com questões como não ter emprego e só querer tocar, o suicídio e os policiais invadindo a sua casa. Recomendo.

A Cat Power é outro vício que voltou na minha vida.
Descobri só nessa etapa de drogadícia que na música Good Woman, a minha preferida, é o Eddie Vedder que faz os backing vocals. Muito bom. Recomendo também.
Aliás, o Eddie Vedder fez um cd solo aparentemente para o filme Into the Wild (Na Natureza Selvagem). Muito bom. Ouçam Big Hard Sun, que eu toquei no último Programa da Medusa.


Sobre a loiridade
Ok, vamos tocar no assunto do cabelo.
Pensei em ficar loira, porque isso era novo e podia dar errado.
Ou podia dar certo.
O cabelo é realmente algo que muda as pessoas. Muita gente não me reconheceu.
E muita gente insiste em dizer que o cabelo vermelho fazia parte da minha personalidade.
Ou seja, it is a big deal.
Mas conclui que seria um bom desafio como artista me reconstruir esteticamente (o que é difícil para a maioria dos seres humanos) para não ter medo de reestruturar tudo o que eu tiver por dentro, sempre que necessário.
Agora, a coisa séria.
Acho que as mudanças radicais quebram o seu olhar comum para as coisas.
É uma reorganização de como as pessoas te veem e isso influencia em como você se percebe.
Uma chance de conhecer novas percepções não pode ser desperdiçada.
Eis o porquê da loiridade.
segunda-feira, 30 de março de 2009
Últimas notícias

A experiência da rádio foi emocionante. E agora eu pensei que eu deveria ter tirado uma foto lá como registro, mas esqueci, então fica para a próxima! Tive vários problemas técnicos de músicas que não abriam, justamente as que eu tinha preparado mais coisas para falar. Mas foi ótimo. Ainda estou tímida (me chamaram de aeromoça), mas sei que vou melhorar. Plano para o próximo programa: falar com mais animação, dar um jeito de gravar e tirar fotos. De qualquer forma, adorei falar e saber que tinham pessoas ouvindo e curtindo o som. Sou imensamente agradecida ao Comentador Fiel que, além de mandar comentários animadores, chamou outras pessoas para ouvir a rádio! Pra quem perdeu, fica o endereço do site que toca em qualquer lugar do mundo: www.sonorafm.com.br. O Programa da Medusa toca todos os sábados, de 7 às 8 da noite! Me ouçam lá!
E espero que eu possa dar uma boa notícia muito em breve: o lançamento da minha revista! Está tudo em período final de produção. E a probabilidade é que ela saia em abril! Tá ficando tão linda e eu tô conhecendo gente tão interessante por causa das entrevistas...Mantenho-vos informados!
E o meu dia foi esse no sábado. Entrevistas emocionantes, programa de rádio começando...se não fosse essa gente agressivamente bêbada e o ódio que guardo no coração, teria sido um dia perfeito! Plano urgente: resolver o problema do ódio...hoje!
sexta-feira, 20 de março de 2009
A pree propôs um “e se” no blog dela. Confesso que brinco disso quase todo dia. E se eu largasse esse emprego? E se eu ganhasse o dinheiro daquela venda? E se o dólar caisse? (Agora sem acento) E se eu conhecesse alguém que fizesse tudo diferente? E se eu virasse loira? E se eu não tivesse feito Letras? E se eu resolvesse mudar para outro país sem grana, sem medo, só sonhos? Será que isso iria resultar em uma Patrícia feliz, em seu loft/lugar abandonado, com uma pessoa que a ama e que ela sabe amar, sendo uma artista marginal, mas com dinheiro no bolso? Eu gostaria de ser essa Patrícia.
Ou será que nunca saio do circuito trabalho/burocracia/sobrevivência, sou uma jornalista medíocre e uma escritora nunca descoberta? Esse ‘se’ me apavora todos os dias.
Eu também poderia estar fazendo um eterno cursinho para entrar no Rio Branco, nunca ser diplomata, sempre estudante, engordando de stress, como realmente poderia estar acontecendo nesse momento.
Ainda bem que eu tomei a decisão certa.
Hoje eu poderia ser uma psicóloga, concurseira, cheinha, de cabelos castanhos...
...mas não sou.
Eu me sinto bem com o que aconteceu comigo até agora. E eu realmente precisava sentir isso nesse momento.
Façam o teste do ‘e se’ também!
Ou será que nunca saio do circuito trabalho/burocracia/sobrevivência, sou uma jornalista medíocre e uma escritora nunca descoberta? Esse ‘se’ me apavora todos os dias.
Eu também poderia estar fazendo um eterno cursinho para entrar no Rio Branco, nunca ser diplomata, sempre estudante, engordando de stress, como realmente poderia estar acontecendo nesse momento.
Ainda bem que eu tomei a decisão certa.
Hoje eu poderia ser uma psicóloga, concurseira, cheinha, de cabelos castanhos...
...mas não sou.
Eu me sinto bem com o que aconteceu comigo até agora. E eu realmente precisava sentir isso nesse momento.
Façam o teste do ‘e se’ também!
quarta-feira, 18 de março de 2009
Não trabalho mais em escritório. Percebi isso em uma entrevista na semana passada. Depois de sentir o gosto de trabalhar nas ruas, sei que não fico mais de 4 horas com a bunda sentada na cadeira. Nesse sentido, amo o trabalho de corretora e vejo que ser jornalista vai ser bom para mim, assim como Letras foi importante naquele momento de introspecção profunda. Fico feliz de ter sobrevivido até aqui, de ter experienciado tudo isso para que eu descobrisse um pouco mais do meu pedaço da vida.
O livro está andando agora. Tenho pouco tempo entre os dois trabalhos e a faculdade. Mas, nos meus 45 minutos de intervalo, faço render. Encontrei um ilustrador ideal para fazer a capa do livro. Vou ter capa antes de ter livro! Esse filho está alimentando grande parte do meu prazer diário. Na verdade, ele é quase um segredo, meu momento escondido de absurdo deleite. Me esbanjo. Até o final do ano ele tem de estar terminado. Foi promessa de ano novo.
O livro está andando agora. Tenho pouco tempo entre os dois trabalhos e a faculdade. Mas, nos meus 45 minutos de intervalo, faço render. Encontrei um ilustrador ideal para fazer a capa do livro. Vou ter capa antes de ter livro! Esse filho está alimentando grande parte do meu prazer diário. Na verdade, ele é quase um segredo, meu momento escondido de absurdo deleite. Me esbanjo. Até o final do ano ele tem de estar terminado. Foi promessa de ano novo.
sábado, 7 de fevereiro de 2009
Stop being a drama queen

Eu pensei que um curso de cinema, de graça, na cidade que mais adoro do Brasil fosse foder com os meus miolos de forma irrecuperável. Pensei que voltar a trabalhar, voltar a ter problemas candangos, voltar, voltar, voltar, fosse provocar o momento em que eu diria “Ok. Largo tudo e vou para Índia para me espiritualizar” (que nem a Alanis fez depois do Jagged Little Pill), mas...
Sampa tem a cultura de todos os lugares além da sua que é essa mistureba mais um ingrediente secreto. Esse mês seria um teste pra mim. Um teste para checar se eu gosto de São Paulo somente como turista ou se eu moraria lá também. A conclusão para mim é clara: sim! Eu amo São Paulo! Voltaria pra lá agora mesmo.
Eu só sinto falta de um tempo em que eu não tinha lembranças tão pesadas...
Mas eu decidi que me desafiarei esse ano só falando das coisas boas (que também existem, mas são reprimidas pela minha mente fã de drama)!
Uma das coisas mais interessantes que aconteceu em São Paulo foi que eu sobrevivi. E por mais que Sampa não seja um lugar ermo ou insalubre (apesar na quantidade de grama não corresponder às expectativas de tantos cachorros), ainda assim, foi uma atividade desbravadora para alguém que viveu somente de seus próprios recursos durante um mês.

Além disso, eu fiz um filme! Mais especificamente, fiz o roteiro de um curta que foi gravado (esse é o termo para digital) por outro grupo e fiz o som e a edição do curta do meu grupo! Cinema, realmente, é tão excitante quanto se diz e eu estou tentada a virar roteirista! Infelizmente, tenho que esperar a Academia me mandar os curtas para poder postar por aqui e esse trâmite pode demorar quase dois meses!
Saudade de caminhar pela Paulista!

Bem, pessoas de São Paulo comem, fodem com quem não deviam e dormem pouco como na maioria dos estados, mas, certamente, elas têm à sua disposição muito mais variedade do que qualquer um de nós. Fiquei um mês em São Paulo e não consegui ir à D.Edge (fiquei na fila da porta), à Loka, ao teatro, ao corujão de cinema...contudo, provei a pizza de Sampa, que é boa mesmo e explorei a exploração sexual da Augusta!
Mal cheguei em Brasília, tive de ir no Iesb para resolver a situação das minhas matérias. Tinham duas chocando horário na segunda-feira e outra que eu não consegui mudar de turno. Fiquei feliz porque acabou que vou fazer Técnicas de entrevista e reportagem logo de cara, o que é super prático, perfeito para o momento. E parece que o professor escreve para a Carta Capital, o que eu não tenho certeza se é bom ou péssimo, já que quero me manter longe do meio político e fazer o jornalismo mais alternativo que a realidade me proporcionar.

Parênteses: Alguém sabe como posso encontrar a trilha sonora do Edukators? É perfeita!
Blogueiros, prestem atenção:
“Somos todos interessados em pessoas. Está em nossos genes. Mesmo quando crianças, preferimos olhar para um rosto humano do que para outra coisa qualquer. Esta é a razão pela qual fofocas de celebridades são tão populares e procuradas. É por que temos tanto interesse em biografias e lemos blogs.” Ian Strawn (pintor extra realista)
Tentarei escrever mais no blog, tentarei ser mais positiva, tentarei terminar meu romance este ano e tentarei ser Patrícia Colmenero somente.
http://www.photofunia.com/
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Cartas de São Paulo
Presto atenção em tudo para não perder nem um borrão. Essa cidade me fascina, mãe. E eu estranho que todos não estejam tão hipnotizados quanto eu. Cada imagem inaugura um monte de reações em mim. Estou excitada com as ruas de pedra, a moda estranha e as longas caminhadas.
Quero tanto esse mundão! Mas tenho medo dele não me querer. Estou ansiosa pelos próximos dias e sei que é o medo que justifica e valida as coisas, mas toda essa animação me assusta.
Escrevo tudo isso porque tenho de entrar em contato outra vez com o que há por dentro para me tornar uma boa escritora.
Obrigada, mãe, por ser meu porto seguro.
Quero tanto esse mundão! Mas tenho medo dele não me querer. Estou ansiosa pelos próximos dias e sei que é o medo que justifica e valida as coisas, mas toda essa animação me assusta.
Escrevo tudo isso porque tenho de entrar em contato outra vez com o que há por dentro para me tornar uma boa escritora.
Obrigada, mãe, por ser meu porto seguro.
Vi duas mulheres andando com os cachorros no shopping que entrei para almoçar. Senti falta do Toff, principalmente, e dos outros três.
Nesse sentido, São Paulo já superou várias gerações de crises de velhice precoce ou não. Trabalhando nas lojas, muitas pessoas têm piercings, cabelo raspado, dread, sobrancelha no lápis e o cachorro na coleira. E nem aí. Eu, na minha vivência de pequena cidade grande, ainda me deslumbro com isso.
Amanhã é meu primeiro dia de aula e a academia é surreal. Ela se encaixaria perfeitamente em todos os meus referenciais para alternativo. E eu, jeca que sou, me sinto como um ET tentando parecer legal. Mesmo assim, já que estou aqui, talvez o destino queira me dizer que já faço parte desse seleto grupo dos cool. E eu e o Fabio já fizemos vários planos do que vamos fazer com os nossos futuros prováveis amigos de curso. Uma delas é perguntar onde tem narguilé barato porque encontramos um pequeno por R$ 69! E isso no shopping de um dos bairros mais caros da cidade! Viva o dinheiro de Brasília em São Paulo!
Até fevereiro!
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
Retrospectiva Introspectiva?
Como eu fazia no meu blog antigo, vou fazer uma retrospectiva de 2008 muito mais interessante do que a da Globo. O ano começou e eu estava recém-formada, mas não colada, desempregada, de coração partido, mas disposta a reformá-lo. Criei esse blog no dia 7 de janeiro, decidida a ser corajosa dessa vez, para mostrar minha literatura para quem quisesse ver. Logo na metade desse primeiro mês, conheci o Fabio e escrevi O epicurista, porque ele me ensinou muito sobre me divertir. E esse é um dos grandes marcos do ano. Em março, me colei em um dia e, no outro, comecei meu novo emprego: revisora em uma empresa de concursos públicos. Não demorou muito para eu concluir que revisão é um serviço que só é percebido quando você erra. Além disso, desde sempre eu tinha feito Letras para escrever e não para ler o que os outros tinham feito. No mundo do trabalho (porque antes eu era só estagiária, outra classe), no mundo dos funcionários, descobri que a minha calça jeans me transformava, de repente, numa adolescente descerebrada, que vivia no mundo da lua. Não importava o quanto eu me esforçasse, a minha imagem bloqueava as ligações nervosas da minha chefe e ela sempre repetia “ela é poeta” como sinônimo de “incompetente”. Em outras palavras, poetas são preguiçosos, inativos, e nada práticos. Então, surgiu a minha business woman. Comprei calça social, sapato, o escambau. Do nada, ouvi um “quem diria, achei que você não ia dar conta porque era poeta”. Ok, nada melhor do que muito preconceito imbecil para me inspirar para páginas e páginas do meu livro sobre o universo burocrático. Obrigada, chefa, usei todas as histórias que você me contou. Depois, tentei revisar uma revista para ver se me aproximava do ideal de usar o teclado. Mas acabei encontrando uma das pessoas mais piradas e prepotentes que já conheci. Tenho de apresentá-lo à Madonna. Então, pedi demissão do maluco e acabei sendo, também, demitida por falta de verba da empresa. De repente, desempregada, de repente, muito sortuda! Aproveitei minhas férias inesperadas e dinheiro juntado para ir para Argentina, aproveitando a última levada de felizes turistas que fugiram da crise sem nem saber que ela viria. De volta ao Brasil varonil, e novamente desempregada, fui parar em uma imobiliária seduzida pelas promessas de enriquecimento fácil, o que se encaixava com perfeição nos meus planos de ir para a Nova Zelândia. Mas a crise (parem de hipotecar!) estourou o preço dos pacotes para estudantes e, realmente, fodeu com os meus primeiros dias de corretoras que foram regados a um tédio desesperador. Cadê meu dinheiro?! Ok, depois disso, se passaram 3 meses, e cá estou eu, escrevendo na véspera de Natal sobre esse ano. As conclusões do ano são 3:
1 – Por mais incrível que pareça, consegui vender o suficiente nessa loucura e, se não fosse a crise, eu realmente poderia bancar a minha viagem para a Nova Zelândia. No meu típico questionamento interno, eu achei que não conseguiria. Isso me leva a uma conclusão – eu tenho que parar de duvidar tanto da minha capacidade.
2 – Ficar mais de três meses (meu antigo recorde) com uma pessoa que você ama é grande parte da salvação do desespero do dia-a-dia.
3 – Tenho de fazer o que acredito sem esperar por um sinal verde.
Espero que o ano de 2009 seja ótimo para todos nós. Piegas, mas verdadeiro! Para 2009 planejo lançar meu livro, aplicar The Secret e conseguir ficar no mesmo emprego por mais tempo. Ajudem-me e escrevam suas retrospectivas também! Adoro! (Tô me transformando numa tiazona...)
1 – Por mais incrível que pareça, consegui vender o suficiente nessa loucura e, se não fosse a crise, eu realmente poderia bancar a minha viagem para a Nova Zelândia. No meu típico questionamento interno, eu achei que não conseguiria. Isso me leva a uma conclusão – eu tenho que parar de duvidar tanto da minha capacidade.
2 – Ficar mais de três meses (meu antigo recorde) com uma pessoa que você ama é grande parte da salvação do desespero do dia-a-dia.
3 – Tenho de fazer o que acredito sem esperar por um sinal verde.
Espero que o ano de 2009 seja ótimo para todos nós. Piegas, mas verdadeiro! Para 2009 planejo lançar meu livro, aplicar The Secret e conseguir ficar no mesmo emprego por mais tempo. Ajudem-me e escrevam suas retrospectivas também! Adoro! (Tô me transformando numa tiazona...)
sábado, 6 de dezembro de 2008
Tara McPherson me atrapalhou hoje

Tara McPherson me atrapalhou hoje. Bitch! No meio de uma reunião de um projeto (maravilhoso! Meu Deus, tô tão empolgada!), sobre o qual ainda não posso falar (se não, pode não se realizar...e isso é sério), recebi a revista +Soma, fodérrima, que é distribuída gratuitamente, mas dificílima de encontrar. E logo na capa estava essa ruiva com um buraco de coração. Tive uma epifania com essa imagem e as que se seguiram. Realmente, tenho uma quedinha para o surrealismo pop. Com certeza, esses artistas devem ter sido humilhados por muita gente renascentista cultista louca que despreza a mistura de elementos do universo pop com a sagrada arte da pintura. Acho que gosto dessa trangressão, desse estar sozinho. Sou uma eterna out sider. Somado à paranóia de observar o trabalho de Tara, descobri o blog de uma namorada de um amigo meu, adicionando pessoas no orkut, e a garota acabou de lançar seu livro de forma independente. Isso me fez pensar no meu livro, parado pela metade e, eu, simplesmente incapaz de terminá-lo depois de 3 anos de investimento. De volta ao post anterior, quando minha prostituição vai acabar e eu conseguirei seguir meu caminho? Tenho tanta coisa ao mesmo tempo e agora vêm as contas. Ano que vem, serei obrigada a comprar um carro e acabar com o caos familiar.Terei de assumir prestações, virar gente, ter salário fixo. E quando, em meio à minha busca de dinheiro extraído por meios não-artísticos, que eu vou ter tempo para escrever meu livro (que envolve sublimação, observação do mundo e não ter um objetivo)? Se alguém puder me responder, sou grata. É...eu sou uma pessoa ansiosa. Recomendam algum floral?
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Minha vida de cineasta + jornalista - minha literatura
Comprei ontem Minha Vida de Stripper, da roteirista de Juno, Diablo Cody. Comecei a ler imediatamente, mas me freiei porque tenho Na natureza selvagem em processo de devoração. E, passei para depois, a bio da Amy. Toda essa enrolação porque, em um dos meus três trabalhos, tive de cobrir (sem credenciais, ingressos grátis, nada) o FIC (Festival Internacional de Cinema de Brasília), o que eliminou minhas leituras noturnas (único horário em que elas acontecem), mas, como resultado de tão árduo trabalho, tive sorte! Ganhei uma bolsa de um intensivo de cinema em São Paulo! É durante todo o mês de janeiro na AICinema! Então, tô escarrando felicidade porque coisas legais nunca acontecem com os pobres que trabalham com burocracia. E, seguindo a linha da bolsa, vocês se importam se eu me perder um pouco e não conseguir mais escrever literatura por um tempo e postar coisas pessoais, inúteis para os que passam fome na África? Eu tô travada. A loucura do mundo do trabalho e do fato de me descobrir totalmente sem verbas para viagens pelo mundo (as quais nunca fiz, mas imagino que sou do tipo que faz) me faz operar meu cérebro gasto mais do que ele está acostumado. Conclusão: meu tempo para meditação, observação do caos e da dor estão bem reduzidos. Conclusão 2: sem tais sublimações, não escrevo. Conclusão 3: mas preciso escrever. Só não tenho o tempo e os calos para fazer arte agora. E também sempre quis ser daquelas pessoas que ficam famosas porque tinham um blog em que contavam sua vida que nem imaginavam que era fascinante e ficam famosas e fazem livros e são felizes e ganham com arte sem precisar ser comercial, necessariamente, claro. Outro fato relevante, que leva às conclusões, é o fato de que passei para a faculdade de jornalismo! Sim! Ano que vem, estudarei à noite, e trabalharei 3 turnos (?) durante o dia. Sim!!!Então...isso muda o foco também. É complicado dizer para onde irá o futuro, mas pode ser que, como a Diablo Cody, eu consiga escrever meus livros depois de ser não stripper, mas professora, jornalista e corretora.sábado, 25 de outubro de 2008
The Age of Aquarius
Ando meio feliz demais e minha tristeza, quando vem, é meio bossa nova. E sei dizer isso é quase um palavrão! Porque dor é algo alto demais para cantar mansinho. Mas sinto tranquilo agora. A maior parte do tempo. Talvez, porque esteja trabalhando demais nos meus 3 empregos, então não tenho tanto tempo para matutar a desilusão de ver a vida passar; talvez, porque tenha entrado em uma nova fase mesmo. Uma fase feliz demais. Isso seria piada pra menina de 13 anos que se remoía pelos cantos dizendo que sentia um vazio que não sabia de onde vinha. Acho que superei - por agora - a adolescência.
Foto: prima Ana! Vibrações setentistas num photoshop pobre, mas feliz.
Estou lendo a biografia de Amy Winehouse e Into the wild, o livro em que o filme Na natureza selvagem se baseou.
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Eu arteio, tu arteias talvez, ele, já não sei.
Eu sou xiita. Prefiro manter a arte como hobby e fazer do jeito que eu quero. Se for fazer pro meu sustento, mais cedo ou mais tarde, vou ter que abrir mão de coisas que eu quero. Que nem o Lobo Antunes disse numa entrevista, perguntando sobre uma literatura mais fácil, acessível, light: "Eu não sei o que é que é light, sei o que é light em relação a cigarros. Há literatura, e não há literatura. Pois a literatura não é isso, é uma coisa nobre, a literatura é o que faz o Dostoievski." Ou eu escrevo o que eu quero, ou não escrevo. Que nem meus amigos músicos. Eles até conseguem uma grana tocando. 90% é tocando merda que eles não gostam: casamento, restaurante, etc. E eles são totalmente profissionais, vão lá, fazem o que mandam e tal. Isso pra mim não conta, é quase burocracia.
Breno Kümmel, em conversa msênica (lê-se m-s-ênica) rara [porque eu não freqüento o recinto] que ele jamais gostaria de ver aqui publicada e que, se suspeitasse, teria me deletado.
Eu acho que muita gente quer, acha massa, mas não tem a coragem necessária (e a loucura) pra enfrentar esse caminho. Por isso que muitas vezes é um caminho meio solitário, porque você tem q se reerguer sempre só com você.
[{E você agüenta toda essa solidão?}]
Chega num momento q você se acostuma. É como se você perdesse um dedo. Faz falta, mas uma hora você se adapta.
Victor Ceresa falando de se alimentar da arte com uma metáfora lulista [brincadeirinha]. Muito bom! Desde que me disse isso, ando pelas ruas sem um dedo. Assumi minhas deficiências.
E você leitor [que foi ironizado por Machado – tornando-se sempre uma mulher fútil, impaciente e sem consciência artística – e igualado em miudeza de podridão por Baudelaire – “Hipócrita leitor, meu igual, meu irmão!”] o que acha do assunto? Te ausentas? Te enojas? Queres matar-me por tocá-lo e alarmá-lo a respeito dessas essências que pedem filosofia? Fala! [estou com espasmos hilstianos hoje – por isso, as segundas pessoas surgindo alvoroçadas]
Uma última infame pergunta: o que ledes vós?
Tradução: o que vocês gostam de ler?
Aguardem cenas picantes em produção!
Breno Kümmel, em conversa msênica (lê-se m-s-ênica) rara [porque eu não freqüento o recinto] que ele jamais gostaria de ver aqui publicada e que, se suspeitasse, teria me deletado.
Eu acho que muita gente quer, acha massa, mas não tem a coragem necessária (e a loucura) pra enfrentar esse caminho. Por isso que muitas vezes é um caminho meio solitário, porque você tem q se reerguer sempre só com você.
[{E você agüenta toda essa solidão?}]
Chega num momento q você se acostuma. É como se você perdesse um dedo. Faz falta, mas uma hora você se adapta.
Victor Ceresa falando de se alimentar da arte com uma metáfora lulista [brincadeirinha]. Muito bom! Desde que me disse isso, ando pelas ruas sem um dedo. Assumi minhas deficiências.
E você leitor [que foi ironizado por Machado – tornando-se sempre uma mulher fútil, impaciente e sem consciência artística – e igualado em miudeza de podridão por Baudelaire – “Hipócrita leitor, meu igual, meu irmão!”] o que acha do assunto? Te ausentas? Te enojas? Queres matar-me por tocá-lo e alarmá-lo a respeito dessas essências que pedem filosofia? Fala! [estou com espasmos hilstianos hoje – por isso, as segundas pessoas surgindo alvoroçadas]
Uma última infame pergunta: o que ledes vós?
Tradução: o que vocês gostam de ler?
Aguardem cenas picantes em produção!
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Finalmente, consigo dormir só com o dia de hoje nas costas
Acabei de ver o primeiro episódio do novo seriado da HBO: Alice.
A garota com tudo já disposto: futuro marido, casa, filhos, morte: resolve esquecer dos planos, da estrutura, para poder brotar outra vez – segundo nascimento na sua já velha vida. Essa noviciada da ansiedade assentou em mim um gosto de passado. A necessidade de espasmos, de eclipses e show de fogos. Tudo no mesmo dia. Um distúrbio por mudança compulsiva. Meu TOQ. A cada segundo – uma novidade, uma necessidade, uma fome. Por isso, fiz a tatuagem. Os dois ramos de flores. Um em cada lado dos meus ossos do quadril. Gêmeos. Os extremos. Na força da mulher: suas ancas. Fiz para me lembrar de controlar as patrícias que batem convulsas por dentro. Mas é claro que eu ainda quero viver outras dez vidas nesta! Porque essa sou eu: imortal e esgotada, incansável e sonolenta. Mas, dessa vez, não tenho a urgência do pretérito. Vontade de já ter vivido, para ter espaço pra mais. Não é que cansei de sempre vir a ser. É que não compactuo mais com os sapatos batendo rápido no asfalto. Não creio mais no ritmo que se forma da respiração acelerada tentando se fazer palavra. Só não lembro mais o que é desejar a frígida outridade. Tenho ficado satisfeita com o som da minha voz. Não corro mais do tempo. Espero – para não perdê-lo passando. Incorporo uma paz que se confunde com manifestação xiita. É uma iluminação militante. Finalmente, consigo dormir só com o dia de hoje nas costas.
Obrigado a todos que lêem o blog e que comentam aqui. Isso, sem dúvida, é uma força extraordinária para prosseguir. Porque fazer literatura é arte de resistência. Mas não vou muito longe sem alguém que me acompanhe. É um prazer conhecer vocês.
Na foto, Tamires Alcântara. Minha modelo para o livro que estou preparando de fotos e frases. [Aguardem] Fotógrafa: Clarissa Gianni.
A garota com tudo já disposto: futuro marido, casa, filhos, morte: resolve esquecer dos planos, da estrutura, para poder brotar outra vez – segundo nascimento na sua já velha vida. Essa noviciada da ansiedade assentou em mim um gosto de passado. A necessidade de espasmos, de eclipses e show de fogos. Tudo no mesmo dia. Um distúrbio por mudança compulsiva. Meu TOQ. A cada segundo – uma novidade, uma necessidade, uma fome. Por isso, fiz a tatuagem. Os dois ramos de flores. Um em cada lado dos meus ossos do quadril. Gêmeos. Os extremos. Na força da mulher: suas ancas. Fiz para me lembrar de controlar as patrícias que batem convulsas por dentro. Mas é claro que eu ainda quero viver outras dez vidas nesta! Porque essa sou eu: imortal e esgotada, incansável e sonolenta. Mas, dessa vez, não tenho a urgência do pretérito. Vontade de já ter vivido, para ter espaço pra mais. Não é que cansei de sempre vir a ser. É que não compactuo mais com os sapatos batendo rápido no asfalto. Não creio mais no ritmo que se forma da respiração acelerada tentando se fazer palavra. Só não lembro mais o que é desejar a frígida outridade. Tenho ficado satisfeita com o som da minha voz. Não corro mais do tempo. Espero – para não perdê-lo passando. Incorporo uma paz que se confunde com manifestação xiita. É uma iluminação militante. Finalmente, consigo dormir só com o dia de hoje nas costas.
Obrigado a todos que lêem o blog e que comentam aqui. Isso, sem dúvida, é uma força extraordinária para prosseguir. Porque fazer literatura é arte de resistência. Mas não vou muito longe sem alguém que me acompanhe. É um prazer conhecer vocês.
Na foto, Tamires Alcântara. Minha modelo para o livro que estou preparando de fotos e frases. [Aguardem] Fotógrafa: Clarissa Gianni.
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
A vida é uma aventura obscena de tão lúcida
"A vida é uma aventura obscena de tão lúcida", disse Hilda Hilst, a melhor poeta brasileira. Sim, nada de Drummond, de Navio Negreiro, de "que seja eterno enquanto dure". É de borboletas de carne e de tu não te moves de ti que se faz a verdadeira literatura do Brasil varonil.
Mas talvez eu diga tudo isso porque sou uma pessoa muito crítica como fui chamada ontem. Mas acho que não. Na verdade, sou alguém que ama muito, ama intensamente. E, no amor, não há espaço pra tantos "como vai", vai-se direto à verborragia mais dissecante. Ou seja, "odeio isso em você, amo isso em você. Isso aqui é, simplesmente, um monte de merda".
O mais estranho foi que encontrei eco para isso num livro de Fernanda Young. Isso mesmo. Depois de muito tempo em crise, decidi que amo e odeio desesperadamente Fernanda Young. E confesso que comprei o livro de estréia dela nesta semana. Assim como já tinha outros 3. A questão é: acho que ela escreve mal, se perde, não trabalha a linguagem, conta historinhas...mas adoro! É paradoxal e estou aprendendo a viver com isso. Mas algo sempre me intrigou: como essa mulher chegou onde chegou sem ser nada convencional, nada fresquinha, nada puxa-saco? Finalmente! Encontrei a resposta! O seu primeiro livro, Vergonha dos pés, é realmente, realmente mesmo, muito bom! Tem estrutura, a protagonista é instigante e complexamente bizarra, a história é envolvente e os flash backs dão um estilo inspirador ao livro. Colegas leitores, por mais que as coisas pareçam acontecer por acaso, não é verdade. Esse foi meu aprendizado da semana. E nas palavras sobre a Ana do romance: "Para falar de Ana, é preciso repetir com freqüência certas palavras: sempre, nunca, odeia, ama, não."
Respondendo aos comentários, obrigada por reagirem ao meu romance. Preciso de outros olhares. Quando estamos há tanto tempo em uma mesma coisa, a vida às vezes fica obscena demais ou lúcida demais.
Não sei porque postei isso e não algo literário. Acho que precisava conversar com outros possíveis leitores paranóicos, críticos paranóicos, escritores para...
E espero respostas/comentários. Exijo ao menos uma migalha. Meu coração é tuberculoso e fico triste quando não recebo atenção.
Mas talvez eu diga tudo isso porque sou uma pessoa muito crítica como fui chamada ontem. Mas acho que não. Na verdade, sou alguém que ama muito, ama intensamente. E, no amor, não há espaço pra tantos "como vai", vai-se direto à verborragia mais dissecante. Ou seja, "odeio isso em você, amo isso em você. Isso aqui é, simplesmente, um monte de merda".
O mais estranho foi que encontrei eco para isso num livro de Fernanda Young. Isso mesmo. Depois de muito tempo em crise, decidi que amo e odeio desesperadamente Fernanda Young. E confesso que comprei o livro de estréia dela nesta semana. Assim como já tinha outros 3. A questão é: acho que ela escreve mal, se perde, não trabalha a linguagem, conta historinhas...mas adoro! É paradoxal e estou aprendendo a viver com isso. Mas algo sempre me intrigou: como essa mulher chegou onde chegou sem ser nada convencional, nada fresquinha, nada puxa-saco? Finalmente! Encontrei a resposta! O seu primeiro livro, Vergonha dos pés, é realmente, realmente mesmo, muito bom! Tem estrutura, a protagonista é instigante e complexamente bizarra, a história é envolvente e os flash backs dão um estilo inspirador ao livro. Colegas leitores, por mais que as coisas pareçam acontecer por acaso, não é verdade. Esse foi meu aprendizado da semana. E nas palavras sobre a Ana do romance: "Para falar de Ana, é preciso repetir com freqüência certas palavras: sempre, nunca, odeia, ama, não."
Respondendo aos comentários, obrigada por reagirem ao meu romance. Preciso de outros olhares. Quando estamos há tanto tempo em uma mesma coisa, a vida às vezes fica obscena demais ou lúcida demais.
Não sei porque postei isso e não algo literário. Acho que precisava conversar com outros possíveis leitores paranóicos, críticos paranóicos, escritores para...
E espero respostas/comentários. Exijo ao menos uma migalha. Meu coração é tuberculoso e fico triste quando não recebo atenção.
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