terça-feira, 12 de maio de 2009

trocas



Preciso de um calmante pra dormir, uma Dipirona agora e um troféu no final do mês.

Estou exausta e alucinando.

Hoje senti que estava à beira de uma rachadura no cérebro.

Preciso da minha saúde mental de volta.

Para poder pensar no branco, ficar no nada, esvaziar e reciclar.

Falando em reciclar, o Phil falou algo que eu achei muito lindo no último Programa da Medusa sobre covers. Ele disse que a Cat Power (seu nome verdadeiro é Charlyn Marie Marshall! eu queria ter inventado um nome artístico tão legal quanto Cat Power! ela tinha nome de filha de presidente dos Estados Unidos de filme...), em seu disco de covers, faz um cover de si mesma, se reciclando. Que lindo se reciclar assim. Achei...

{A direct hit of the senses you are disconnected}

Esse final de semana aconteceu algo muito louco. Consegui uma coisa que eu queria há muito tempo, mas ainda não fez sentido. Estava falando com mi madre sobre um estágio de jornalismo que vai rolar na ONU que paga muito bem, mas para o qual não sou qualificada porque não tenho inglês e espanhol fluentes. Aí, do nada, parece que ela finalmente entendeu o porquê de eu estar trabalhando feito uma condenada para conseguir pagar um curso no exterior. Yeah mum, I will work with what I want and recieve money to do it! Aí ela até me ofereceu um cursinho. Mas...sei lá...acho que tive de me virar tanto pra fazer esse sonho realidade, que me acostumei a não ganhar nada de ninguém. E, agora, parece errado aceitar essa ajuda. E tem também o detalhe de que acho que meus pais são pobres e que qualquer dinheiro que me dão é exploração filhal. Alguém concorda, entende ou joga pedra?


A verdade sobre o tempo livre


O tempo livre não é seu. É do seu empregador. Afinal, o tempo livre não é nada além da extensão do seu trabalho.

O tempo livre é definido como uma oposição ao período de trabalho, criando a ilusão de que ele também não se trata de uma obrigação.

Mas o é.

O tempo livre é apenas o período em que você é induzido a descansar e se divertir, afim de estar mais preparado para voltar a uma rotina de trabalho produtiva.

Qualquer programa de entretenimento apresenta um pretenso conteúdo que é apenas uma fachada. É somente a repetição automática de atividade reguladas. Disso sofre incuravelmente toda diversão.


(devaneios a partir de Adorno)


*Miss Van

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Hoje quero ser uma rata de galeria de arte.





Quero conhecer todas as de Nova York, quero ir nas galerias-apartamentos da Alemanha e quero ter quadros e ter amigos pintores, e quero pintar, e quero desenhar, e quero fotografar, e quero viver dessas imagens todos os dias pra sempre.
Mas será que eu tenho coragem de ser essa pessoa? Será que eu teria coragem ao menos de tentar?


Disseram que Guimarães Rosa fez um pacto com o Demônio para conseguir fazer Grande Sertão:Veredas. No livro mesmo, rola uma pacto {que, de acordo com o pessoal da conspiração, foi baseado no pacto real}. Grande Sertão é mesmo um livro genial. E é compreensível pra mim e pra um peão de obras. E você quer chorar no final. E eu baseei muito dos meus personagens no que eu chamo de sensação riobáltica. Que é você ser traído por nunca te revelarem uma verdade que sempre esteve tão perto, mas te foi negada. Mas o que importa nesse livro, mais do que tudo {e isso para mim, sempre} são essas frases: "O correr da vida embrulha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem."


Acho realmente que o melhor que a vida pode nos oferecer é sorte e o melhor que nós podemos ofertar a ela é coragem. Principalmente, coragem de ser que somos.
Alguém dos leitores acha fácil ser quem é a qualuqer custo?
Você é a pessoa mais egoísta que eu conheço e a quem eu mais invejo também.
Vou seguir meu fluxo de consciência.
Quero as galerias. Mais do que tudo, quero a arte mais perto.
Acho que hoje experimentei a arte mais próxima. Acho que por isso estou tão afobada. Acho que está chegando, mas ainda não posso descansar. E, desculpem, ainda tenho que manter o tom paulo coelho de mistério.
Odeio paulo coelho - para constar - e escrevo o nome dele em minúscula por causa disso.
Além disso tudo, talvez eu finalmente tenha conseguido os fundos necessários para a minha grande viagem a, talvez, o velho continente, ou à parte de cima do nosso!
Quando TUDO realmente acontecer, eu saberei um pouco mais sobre quem eu sou e do que eu sou capaz.
Coisa que eu desconhecia.


Quero mostrar pra vocês Autumn Sonnichsen, fotógrafa erótica/pornográfica.






Autumn é uma tarada, como a descrevem seus amigos e modelos. E tenho me interessado tanto por fotografia que essa sacanagemzinha não podia me passar desapercebida quando abri a TPM do mês de abril.


Ela é uma californiana que já morou em tantos países que é fluente em frânces, espanhol, alemão e fala quase que perfeitamente árabe e português.


Mas o que ela quer é terminar a faculdade de arte, ser professora e abandonar o mundo, que ela acha chato, das revistas. Adoro esse desdém com a fama e o reconhecimento que não consigo ter.


A Autumn interessa, talvez, o que as pessoas revelam de si mesmas quando ficam peladas. Quem sabe esse é o motivo de eu ter gostado do trabalho dela. É íntimo, é sem limites, é quase invasor.


Acho algumas fotos dela bem ruins. Com a luz feia ou muito óbvia. E essa é certamente outra coisa que me fez gostar dela: expor as suas fragilidades ao invés de ficar só no the best. E, com isso, fazer do ruim, algo bom, porque é sincero... quem sabe...










Acho que não posso mostrar a parte mais picante no blogger...
Google her!




É bom escrever. Muito bom. Eu devo aparecer por aqui mais vezes. Mesmo que não haja ninguém. Dessa vez, só por mim.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Troca de Cuspes

so if you wanna burn yourself remember that I LOVE YOU
and if you wanna cut yourself remember that I LOVE YOU
and if you wanna kill yourself remember that I LOVE YOU
call me up before your dead, we can make some plans instead
send me an IM, i'll be your friend

Esse é um trecho da música Loose Lips da Kimya Dawson. Ela não é exatamente como eu pensava. Acho que eu esperava algo mais Cat Power. Mas estou viciada na música dela que é uma mistura de ingenuidade e melodias infantis com questões como não ter emprego e só querer tocar, o suicídio e os policiais invadindo a sua casa. Recomendo.








A Cat Power é outro vício que voltou na minha vida.
Descobri só nessa etapa de drogadícia que na música Good Woman, a minha preferida, é o Eddie Vedder que faz os backing vocals. Muito bom. Recomendo também.
Aliás, o Eddie Vedder fez um cd solo aparentemente para o filme Into the Wild (Na Natureza Selvagem). Muito bom. Ouçam Big Hard Sun, que eu toquei no último Programa da Medusa.





Sobre a loiridade
Ok, vamos tocar no assunto do cabelo.
Pensei em ficar loira, porque isso era novo e podia dar errado.
Ou podia dar certo.
O cabelo é realmente algo que muda as pessoas. Muita gente não me reconheceu.
E muita gente insiste em dizer que o cabelo vermelho fazia parte da minha personalidade.
Ou seja, it is a big deal.
Mas conclui que seria um bom desafio como artista me reconstruir esteticamente (o que é difícil para a maioria dos seres humanos) para não ter medo de reestruturar tudo o que eu tiver por dentro, sempre que necessário.
Agora, a coisa séria.
Acho que as mudanças radicais quebram o seu olhar comum para as coisas.
É uma reorganização de como as pessoas te veem e isso influencia em como você se percebe.
Uma chance de conhecer novas percepções não pode ser desperdiçada.
Eis o porquê da loiridade.

sábado, 2 de maio de 2009

Medusa Na Rádio - Aos 13

Queridos ouvintes, a enquete hoje é feita de vocês. Deixem um comentário com o seguinte tema: Quem eu me tornei desde os treze anos. Você pode ter se tornado o idiota viciado em dinheiro que você desprezava ou tudo o que você sempre quis.
Fique à vontade!

domingo, 26 de abril de 2009

crisis



Estou em crise.
Sou o tipo de pessoa que tem muitas crises existenciais.
Mas mesmo assim tenho amigos, ok? E namorado. E sou livre de inimigos.
Ou seja, não sou chata, apesar de ser confusa.
Minha crise sempre esteve por perto, mas eu já a chamei de várias coisas, mas a sua última nomenclatura me deixou assustada. Por ser tão verdade...
Num raro momento livre da minha vida, depois da prova da aula mais panaca de todas, eu, o Marco e o Dionísio sentamos no parco gramado da faculdade pra conversar.
O Marco está numa fase zen e cheia de ideais, o que me lembrou a mim mesma há 6 anos atrás, mas, ok, já superei a crise do momento hippie. O problema é que a gente começou a falar sobre signos, o que nunca me afetou, pois acredito e desacredito conforme minha vontade de negar ou aceitar o que se diz. Mas o caos começou quando ele disse que os geminianos não conseguem terminar nada e que isso não precisa ser um defeito. Os geminianos vieram para abrir várias portas e se envolver em vários projetos. Querer terminar algo contradiz seu instinto natural e te faz sofrer. Evoluir é aceitar isso. Ok, até aí eu estava em paz.
De noite, fui no cinema com o Fabio e encontrei a minha prima com o namorado por acaso. Resolvemos ver um filme juntos. A Carol sugeriu Divã, porque ela adora filmes brasileiros. Os homens disseram que a gente que decidia e eu aceitei a idéia da Carol. Divã, então.
O filme termina (quem não viu, não se preocupe, não revelo nada) com a personagem concluindo que todo mundo tem frustrações e que o importante é lidar com elas. Não se vai ter tudo, mas se tem alguma coisa.
Saímos do cinema com a Carol e o Ronald perguntando se a gente lidava bem com as frustrações.
Damn it! Não consegui nem responder. Ainda bem que eles mesmos movimentaram a conversa.
Meu Deus! Aí que caiu a ficha: minha maior frustração é não ter terminado nada relacionado à minha arte até hoje e...aparentemente, isso vai continuar desse jeito! Simplesmente, porque eu sou incapaz de terminar, de concluir, qualquer coisa relacionada à minha produção.
Estou em choque.
Desculpe, precisava compartilhar.

terça-feira, 21 de abril de 2009